Mortes: Ensinou a temperar a vida com amor e simplicidade

FolhaMortes: Ensinou a temperar a vida com amor e simplicidade

Os maiores prazeres da pedagoga e educadora Zakie Yazigi Rizkallah eram estudar, ler e realizar trabalhos intelectuais, além de reunir a família para o almoço aos domingos —dias alegres e aconchegantes, com aroma de comida árabe.

O carinho da avó temperava a coalhada com pepino, o arroz com lentilhas, a folha de uva, o quibe cru e as esfirras com massa e recheio especiais.

As crianças se deliciavam com um doce árabe chamado ataif, segundo conta a filha, a economista Maria Cristina Rizkallah, 59.

"Ela sempre abria a porta de sua casa a todos. Independentemente do gosto e da cultura, todos se sentiam bem", afirma Maria Cristina.

"Quando lembro desses momentos, de cada minuto que a minha avó dedicava para que o almoço estivesse sempre perfeito, percebo que ela —com todo o seu amor— proporcionou os melhores e mais importantes dias da nossa família", relatou em homenagem escrita a Zakie seu neto, o advogado Octávio Rizkallah Alves, 27.

Para os netos e a família, ela deixou a importância de estudar e o exemplo de como conduzir a vida com amor, serenidade, esforço, senso de justiça e simplicidade.

Nascida em Curitiba (PR), foi casada por quase 50 anos com seu companheiro, Antonio Jorge Rizkallah. 

Aluna brilhante, formou-se em Pedagogia pela USP, foi educadora e fez mestrado na Aliança Francesa e doutorado na Escola Paulista de Medicina, na área de distúrbios da comunicação. 

Zakie Yazigi Rizkallah morreu dia 10 de janeiro, aos 81 anos, por complicações de mal de Parkinson. Viúva, deixa cinco filhos, seis netos e quatro irmãos. 

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