Mãe morre depois de ter seu útero arrancado por engano em parto

Revista CrescerMãe morre depois de ter seu útero arrancado por engano em parto

Alisa e o marido Nikolay Tepikin (Foto: Reprodução: Dailymail/East2west News)

Alisa Tepikina, 22, chegou ao hospital em Nizhneserginskaya, na Rússia, achando que sairia com seu bebê nos braços. No entanto, não foi isso que aconteceu. Após a negligência de sua obstetra, a jovem morreu durante o parto. A médica, não identificada, teria tentado remover a placenta da paciente e acabou retirando seu útero.

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Segundo o site Dailymail, com a negligência da especialista, a mãe entrou em coma e logo depois morreu, devido a uma parada cardíaca. O pai da jovem, Dmitry Malyukov, relata que chegou a ouvir os gritos da filha de dor, mas a médica não se importou.

De acordo com o hospital, não houve ação violenta e sim uma inversão espontânea do útero, na hora de retirar a placenta. No entanto, os especialistas que analisaram a situação disseram que, no caso, a placenta deveria ter sido retirada com anestesia. 

Os especialistas dizem que como a médica puxou o cordão umbilical com muita força ocorreu a inversão do útero. O órgão, que saiu para fora, só foi recolocado quatro horas e 15 minutos depois. Entretanto, já era tarde, a paciente já estava sangrando e com insuficiência cardíaca.

Na época, a mãe de Alisa entrou com um processo contra a obstetra. Após uma investigação de seis meses, a médica, de 27 anos, foi acusada de negligência e pode ser condenada a três anos de prisão ou serviços sociais. Anya será criada por Nikolay Tepikin, marido de Alisa, e sua avó, Svetlana Cheshko. 

Inversão uterina

Apesar de ser rara, a inversão uterina aguda pós-parto é potencialmente trágica. Segundo Marcelo Ponte, ginecologista e obstetra da Clínica DUO +, a patologia, geralmente, está associada à hemorragia imediata que pode levar a morte. O médico explica que o principal sinal de inversão uterina aguda é a hemorragia.

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Além disso, a paciente sofre intensa dor abdominal. "O choque geralmente é de origem neurogênica, pelo estiramento dos ligamentos e também pela pressão sobre os ovários", afirma o obstetra.

A complicação pode ocorrer na terceira fase do parto e deve ser imediatamente identificada e tratada, pois pode levar à morte e comprometer a fertilidade da mulher. 

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