De volta ao Tesouro Nacional | Caixa vai devolver R$ 3 bilhões das 'pedaladas fiscais' de Dilma

UolDe volta ao Tesouro Nacional | Caixa vai devolver R$ 3 bilhões  das 'pedaladas fiscais' de Dilma

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou hoje que os bancos públicos começarão a devolver ao governo federal recursos emprestados por meio do Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD). Esses empréstimos fizeram parte das manobras que ficaram conhecidas como "pedaladas fiscais", parte da chamada "contabilidade criativa" adotada no governo da então presidente Dilma Rousseff (PT) e que embasaram o pedido de impeachment contra ela.

A primeira devolução será da Caixa. O banco retornará aos cofres públicos R$ 3 bilhões dos R$ 42 bilhões devidos nessa modalidade de empréstimo. Até o final ano, a Caixa pretende devolver R$ 20 bilhões ao governo, no total.

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Os bancos públicos devem, segundo o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, R$ 86 bilhões à União em instrumentos de dívida sem vencimento. Entretanto, essa dívida chega a R$ 88,1 bilhões, somados todos os passivos.

  • Caixa: R$ 42 bilhões
  • BNDES: R$ 36 bilhões
  • Banco do Brasil: R$ 8,1 bilhões
  • Bando do Nordeste: R$ 1 bilhão
  • Banco da Amazônia: R$ 1 bilhão

O anúncio foi feito após reunião de Guedes com representantes de bancos públicos. Estiveram no encontro os presidentes da Caixa (Pedro Guimarães), do BNDES (Joaquim Levy) e do Banco do Brasil (Rubem Novaes), além dos secretários Marcelo Guaranys (Executivo), Waldery Rodrigues (Fazenda) e Salim Mattar (Desestatização e Desinvestimentos).

Guedes disse que essas devoluções vão "despedalar" os bancos públicos, e o dinheiro será usado para diminuir a dívida do governo federal. Segundo ele, a equipe econômica já havia dito, durante a campanha eleitoral do ano passado, que tomaria essa medida.

"Ocorreram muitos empréstimos da União aos bancos públicos, que cometeram excessos com esses recursos, em especial Caixa e BNDES", disse. "Nossa responsabilidade é devolver esses recursos para a União, cumprindo exigências do TCU [Tribunal de Contas da União], e garantir que esses recursos abatam a dívida pública."

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