Condição rara: mulher chama atenção por soluçar diariamente há 12 anos

Revista CrescerCondição rara: mulher chama atenção por soluçar diariamente há 12 anos

Lisa soluça há 12 anos (Foto: Caters News Agency)

Se quinze minutos de soluço já é capaz de deixar qualquer pessoa incomodada, imagine, então, passar doze anos soluçando? Pois, a britânica e mãe de dois, Lisa Graves, 31, de Lincoln, na Inglaterra, soluça cerca de 100 vezes por dia desde 2008, quando engravidou de sua primogênita, Emily, 11. Ela, que é empresária e manicure, já tentou de tudo para impedir os soluços irritantes: desde chupar limão, comer sal ou açúcar e tomar sustos. Lisa também já passou por vários médicos ao longo dos anos, mas sempre adiou os exames com medo de descobrir que se tratava de um tumor cerebral. No entanto, recentemente, depois de uma longa bateria de exames, incluindo uma ressonância magnética, ela finalmente chegou a um diangóstico. Os médicos concluíram que Lisa sofreu um derrame durante a gravidez e os soluços são uma espécie de efeito colateral "incomum".

Segundo os especialistas, os soluços crônicos podem ser curados, mas a mãe se recusa a tomar medicações por conta dos efeitos colaterais como tonturas, sonolência e problemas para dormir. Segundo explicaram ao Daily Mail, apesar de raro, o soluço, que é uma contração súbita e involuntária do diafragma, tem sido associado a condições médicas, incluindo acidente vascular cerebral, meningite e tumores cerebrais. "Decidi não seguir a rota dos medicamentos. Eu não queria ser dependente deles. O medicamento oferecido é usado para várias doenças e, portanto, tem muitos efeitos colaterais. Não havia garantia de que funcionasse", explica.

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Os soluços de Lisa acontecem aleatóriamente, mas com mais frequência quando ela está calma e relaxada, e podem durar de 20 minutos a uma hora. Além disso, bebidas gasosas e alcóolicas podem agravar a condição. "Sabendo o que aconteceu comigo durante a gravidez sem motivo, tenho sorte. Poderia ter sido muito pior. Fiquei surpresa ao saber que tive um derrame durante a gravidez, e nunca pensei que pudesse ser a causa dos meus soluços. Nunca tinha ouvido falar de uma condição como a minha", conta.

Lisa já tentou de tudo para acabar com os soluços (Foto: Caters News Agency)

Lisa já tentou de tudo para acabar com os soluços (Foto: Caters News Agency)

Mas Lisa diz que se acostumou com sua condição incomum, assim como toda a família: o marido e engenheiro, Matthew, 35, e as filhas Emily, 11, e Sophie, 7. No entanto, ela, que tem um salão especializado em unhas, diz que algumas pessoas ainda são pegas de surpresa. "Para minhas duas filhas, soluço a vida inteira, então, não as incomoda. Tenho sorte. Sou proprietária do meu salão e a maioria das garotas com quem trabalho se acostumou. Mas ainda posso fazê-las pular, e houve muitos contratempos quando estávamos trabalhando nas unhas, com um golpe selvagem do pincel aqui e ali", diverte-se. "Às vezes, eu faço cursos e refeições com a família, coisas assim podem ser difíceis. Sinto que tenho que alertar as pessoas, pois é um barulho alto e pode ser embaraçoso. Acho que vou soluçar até o túmulo, mas agora se tornou parte de mim. "Houve um tempo em que eu me senti muito envergonhado com isso e odiava sair em público, mas agora, eu não ligo", finalizou.

SOBRE SOLUÇO E AVC

Os ataques de soluços que duram mais de 48 horas são conhecidos como soluços persistentes e os casos raros que duram mais de um mês são chamados de soluços intratáveis. O período mais longo de soluço registrado, de acordo com a Sociedade Britânica de Gastroenterologia, é de 68 anos. O recordista, Charles Osborne, de Anthon, Iowa, começou a soluçar em 1922 e continuou a soluçar até fevereiro de 1990, um ano antes de sua morte.

A gravidez e o período pós-parto têm um risco aumentado de derrame isquêmico, que é quando um coágulo sanguíneo bloqueia o suprimento sanguíneo para o cérebro. Normalmente, um acidente vascular cerebral causa sintomas como rosto caído, fala arrastada ou paralisia dos músculos. Mas, às vezes, é silencioso e não apresenta sintomas típicos.

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